WaterAid Tharparkar, Paquistão.

Fotografia: WaterAid/ Mustafah Abdulaziz

A pobreza é predominante nas áreas desertas de Tharparkar, sudeste do Paquistão, onde a média anual de precipitação pluviométrica pode ser abaixo de 50mm. As secas afetam a região a cada quatro a cinco anos, fazendo com que quase metade da população migre em busca de agricultura, pecuária e trabalho remunerado.

As águas subterrâneas são extremamente limitadas e geralmente contaminadas com fluoreto, portanto não há água potável para mais de 70% da população. Em vez disso, as pessoas dependem de fontes desprotegidas de água, tais como poços escavados à mão e reservatórios de águas pluviais. 

Geralmente, são as mulheres que têm a tarefa de encontrar e coletar a água. Elas passam de quatro a seis horas por dia caminhando, restando pouco tempo para as tarefas domésticas, trabalho ou a socialização. No verão, as temperaturas flutuam em torno de 50°C, e a queda do lençol freático significa que a água às vezes deve ser puxada a uma profundidade de 60m.

"As mulheres chegam a desmaiar a caminho destes poços escavados.", afirma Marvi Bheel, 45. 

Um impacto permanente

 

>470.000
Pessoas têm acesso à água pontável, no paquistão. 

 

>690.000

Pessoas têm acesso a saneamento, no paquistão. 

A WaterAid trabalha em conjunto com as comunidades de Tharparkar, utilizando técnicas tradicionais para desenvolver tecnologias de coleta das águas pluviais. 

Em 2014, quando a área foi atingida pela seca extrema, registros e entrevistas médicas mostraram como essas intervenções salvaram vidas.

"Morreram três crianças numa aldeia próxima à nossa", afirma Heero Bheel. "Mas estamos todos bem e saudáveis. Não há nenhuma doença aqui porque coletamos a água da chuva."

A notícia se espalhou, e agora mais de 100 aldeias na região adotaram abordagens semelhantes. 

 

Water Stories

American photographer Mustafah Abdulaziz presents images from an ongoing study of the global water crisis

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